quinta-feira, 29 de março de 2012

A DANÇA COMO DISPOSITIVO POTENCIALIZADOR DO SER

O Caminho de Dentro
A conexão com o dentro começa ao nível físico, desenvolvendo consciência corporal. Aos poucos a respiração como ponte é acessada, e o fio de dentro, é tecido. O balanceamento do tônus muscular garante o equilíbrio das massas corpóreas na postura; cabeça, tórax e quadril se alinham e ganham um poderoso aliado contra a força gravitacional que achata as massas em direção ao chão: o alongamento axial. A partir daí a bailarina esvazia a mente para poder se encontrar ocupada integralmente de si, não no sentido egoísta de preencher expectativas de fora, mas sim de estar ativa, presente, podendo realmente responder ao fora com integridade, PRESENTE, pois há um operante dentro, ativo e HABITANDO no corpo. Este é o exercício mais difícil, desenvolver e manter este operante interno, e não mais responder automaticamente com um corpo mecânico.
Se o Pilates e o Yoga podem ser praticados sem conexão com o dentro, a dança também está sujeita a ser praticada imitativamente, se encaixando em fôrmas e formas vindas de fora, de outros corpos, de padrões já aceitos e modismos. A pessoa que não desenvolve senso crítico e, paralelamente, uma conexão interna, nem vai perceber que isso ocorre. Mas ela sabe, lá no fundo, que a alma anseia por algo, ela sente falta do retorno ao próprio self, sente falta do caminho do dentro. Objetivamente, o que acontece quando esta pessoa dança é que o público sente que falta algo, a própria bailarina sabe que ainda não é plena de si, o público sente o vazio, ou, quando a bailarina preenche este vazio com excesso de técnica, o seu público fica perplexo com a complexidade de seus movimentos e com a habilidade em dominar o corpo, mas sabemos que dança não é (só) isso. O excesso de técnica faz parte de toda essa cultura do fora, portanto, leva as massas atrás de si. E está na moda...
A possibilidade de estarmos conectadas com outras pessoas que já não se iludem com esta cultura, mora justamente na honestidade e integridade que precisamos ter para sustentar esta nova cultura, criá-la. A cultura e cultivo do caminho do dentro.
Procuramos encher a dança com nossa vida, (ou seria melhor dizer: encher a vida com nossa dança!) e será que conseguimos olhar honestamente para nossas vidas a ponto de conseguirmos enxergar nossa dança, de verdade? A pessoa que cozinha, dirige, se relaciona, fala e trabalha é a mesma pessoa que dança. A dança reflete quem e o que eu sou, referente aos atos, intenções, gestos e qualidades de movimento que uso, na maior parte do tempo, na vida. A dança REFLETE  a nossa vida. Não há como disfarçar, ou ser diferente na dança, o corpo não mente. Está impregnado! Nele os padrões ficam claros, tudo aparece, e com lente de aumento. Por isso é pertinente aproveitar o cenário onde tudo aparece, como que apontado por um microscópio, para fatos antes invisíveis a olho nu e que agora nos saltam os olhos, como dispositivo de auto-conhecimento e transformação: A DANÇA!

quarta-feira, 28 de março de 2012

Pilates

 
Com base no estudo das idéias centrais de Pilates e em suas principais escolas descendentes, ramificações que partiram de um legado deixado por ele a seus pouquíssimos discípulos, podemos hoje chegar a um consenso sistematizado dos princípios da técnica, devido à reincidência destes princípios em todas as ramificações de suas principais escolas.
 
Os Conceitos e Princípios da Técnica
 
Os princípios:
- Respiração
- Força de Centro
- Fluidez de Movimento
- Resistência / Controle
- Alinhamento / Balanceamento Muscular
- Relaxamento
- Concentração
 
Os conceitos que facilitam a prática dos princípios:
- Coluna neutra
- Mobilização da coluna
- Estabilização: estática / dinâmica
- Dissociação: cinturas escapular e pélvica / membros e tronco

Preste bem atenção nestes quesitos, são eles que diferenciam e distinguem uma aula de Pilates de uma ginástica comum !

Recanto Flor de Lótus - 3363 4030 / 3396 2039

sexta-feira, 16 de março de 2012

A Ayurveda ou “Ciência de Vida” – do sânscrito ayur = vida, e veda = conhecimento – é o sistema de cura mais antigo do mundo, o início de seu desenvolvimento data 6 mil anos antes de Cristo. Frequentemente é lembrada como a mãe de toda medicina, pois assim como o Yoga é a base, a raíz de qualquer sistema para a atividade física, a Ayurveda é a base para os sistemas de medicina ou cura. Ambas foram passadas através de uma tradição oral de mestre para discípulo. Não tendo comprovação científica, sua sistematização e seu desenvolvimento foram empíricos e se deram através do conhecimento intuitivo. Hoje em dia, temos muitos estudos científicos e linhas que procuram comprovar sua veracidade, eu pessoalmente, acho desnecessário, mas é sempre bom ter um respaldo acadêmico, tão aceito e até necessário, na nossa sociedade ocidental moderna.

Ayurveda entende o sujeito como um todo MENTE-CORPO-ESPÍRITO e a saúde sendo o estado de equilíbrio dinâmico entre estes. O acumulo de toxinas – ama, em sânscrito, é a causa de todo tipo de doença. Atuamos no sentido de eliminar e prevenir o acumulo de toxinas promovendo saúde no verdadeiro sentido da palavra, o estado de bem-estar físico, psíquico e emocional. Este bem estar se sustenta sobre um tripé, três colunas que dão a base para saúde dentro do sistema  Ayurveda:

-ALIMENTAÇÃO
-SEXO
-SONO

Conseguimos atingir um estado de inteireza com práticas simples e rotinas diárias baseadas em Ayurveda e Yoga. Entramos no ritmo da natureza respeitando os ciclos naturais do nosso corpo em relação ao meio ambiente, adaptando-nos a vida na sociedade com um mínimo de impacto possível, evitando tudo que possa gerar e acumular toxinas. Uma verdadeira tomada de consciência se dá ao observarmos o modo como nos alimentamos, nos sentamos a mesa, reagimos aos acontecimentos e nos sentimos em relação à nós mesmos e à vida. Neste processo percebermos nossa respiração, postura, nossos padrões de pensamentos/emoções e o modo como isso nos afeta assim como afetamos o próprio meio. Entramos em contato direto com nosso corpo e através deste contato se dá a descoberta de si, de um todo maior, interior. Amor próprio, aceitação e tolerância são os primeiros passos para a transformação interior rumo ao desenvolvimento espiritual e integração com o Todo, a Unidade.
A arte de buscar viver diariamente em harmonia com as leis da natureza, com o entorno, o meio, enfim, o presente, está ao nosso alcance através de Dinacharya, ou seja, uma rotina diária individual para adquirir hábitos benéficos ao seu biótipo(dosha). A rotina consiste em dieta própria, estilo de vida, yoga, meditação, algumas práticas individuais e exercícios específicos as suas necessidades pessoais. Os procedimentos terapêuticos profiláticos, ou seja, de prevenção, são muito mais importantes do que os tratamentos para sintomas já aparentes, mas estes também podem ser aplicados com resultados, às vezes, surpreendentes. Incluindo massagens; swedana, sauna corporal(não envolve os órgãos dos sentidos na área da cabeça); shirodara, fio de óleo morno na área do centro da terceira visão; panchakarma, desintoxicação; entre outros. Os benefícios se estendem, trazendo saúde e rejuvenescimento. Priorizamos procedimentos e práticas profiláticas ao invés de tratamento da doença. Mas sendo uma doença pré existente podemos também tratá-la.
Temos, enfim, um sistema completo que promove saúde e beleza, no seu sentido mais nobre!

quinta-feira, 15 de março de 2012

E...EIS QUE SURGE A BAILARINA

DANDO FORMA A BAILARINA

Para este momento se tornar realidade, para a dança tomar forma, a bailarina dedica um tempo ao seu templo sagrado: 


 1)Cuidar da alimentação, fazendo escolhas mais saudáveis, naturais e equilibradas, escolhendo alimentos frescos e coloridos e se permitindo, na medida do possível, comer de tudo um pouco, evitando excessos ou radicalismos. 
 2)Cuidar do corpo em si, usando técnicas que dinamizem e ativem o corpo. Nós, bailarinas no recanto Flor de Lótus, usamos:
  -Técnica da escovação a seco: proporciona um alongamento e aquecimento instantâneos das fibras musculares (sim, é possível usar instantâneo e músculos numa mesma frase e de forma natural, sendo verdadeiro....rs). Além de acelerar o processo de renovação celular, contribuindo para alterar antigos padrões a nível celular, decodificando a memória celular para o novo padrão(ser uma bailarina, uma mulher que se ama, se aceita, ativa, relaxada,sexualmente plena, realizada etc....).
3) Estar Presente. É uma das coisas mais importantes hoje em dia. Usamos as técnicas de Yoga e o método de Pilates para exercício de nossa presença, criar o hábito de estar no corpo.


Parece maluco mas, não é! Estar presente (é assunto para uma postagem interinha!) pode ser muito difícil quando temos bloqueios corporais, físicos. Podemos ter bloqueios sexuais,afetivos, eles ficam guardados de alguma forma no corpo sob a forma de tensões e dores musculares. São respostas, defesas que adquirimos, formas que assumimos, decorrentes de vivências estressantes desde a gestação, traumas de infância ou adolescência que ficam registrados no corpo. Enfim, os bloqueios aparecem de várias formas e são pessoais, mas é possível entrar em contato com as partes do corpo bloqueadas e liberar a tensão na área. Durante a prática corporal, conforme vamos mexendo as áreas do corpo que, segundo Reich, acumulam couraças (energia retida na musculatura), podemos liberá-las! Por isso é tão importante o círculo de mulheres, que geralmente se forma, em torno da dança. É importante que não se trabalhe só a dança, mas as questões pertinentes a ela, como ciúmes, inveja, autoestima e autoimagem, confiança, coragem, competitividade. São mulheres, amigas, muito além de bailarinas ou colegas de dança; que podem dar apoio, dividir questões, compartilhar desabafos, ou simplesmente um conforto quando choramos e, simplesmente, ...silêncio. Se entende o que palavra nenhuma, jamais, poderia explicar. Aquilo-que-não-pode-ser-dito.


Assim, seu corpo tem toda a atenção e presença de sua alma para ser completamente habitado: A BAILARINA SURGE




A bailarina se prepara, cuida de seu corpo com carinho, dedicação e entrega. Seu corpo reflete este momento especial de maneira única, sua dança se torna a pura expressão da relação harmônica entre corpo-mente-alma.

YOGA PARA A BAILARINA
Durante as aulas se faz necessário estar presente por inteiro e com total entrega. A bailarina que tem dificuldade justamente nestes quesitos se beneficiará especialmente com a prática do Yoga. A atenção e o foco vão, aos poucos, se firmando mais no corpo e na respiração, trazendo presença. A mente se desliga do usual diálogo constante e se liga a uma outra frequência. Conectada ao coração, a mente se precipita a perceber e ligar-se às sensações e necessidades da Alma. Com a Alma leve e serena, a integração corpo-mente-espírito se dá e, a partir desta inteireza ocorrem entrega e presença.
Esta é a "presença de palco" de que tanto falam os artistas ao se referirem a dificil arte de se manter totalmente presente em cena, e o corpo, totalmente habitado, com inteireza.
Então, quando a bailarina está totalmente presente em sua prática de Yoga, pode colocar sua intenção nos canais sutis de energia e nas rodas de energia que se encontram no corpo. Ao movimentar as áreas do corpo relacionadas à essas roda de energia, os chakras, ocorre o desbloqueio e/ou energização do chakra correspondente. Quando dança, uma vez desbloqueados, os chakras da bailarina se tornam vórtices de energia que a conectam ao Todo, verso único da poesia do Universo.